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Dicas · 17 de outubro de 2026

Cota de US$ 500 e e-DBV em 2026: compras no Paraguai

Entenda a cota terrestre de US$ 500, quando preencher a e-DBV e como organizar suas compras no Paraguai para voltar sem complicações.

Comprar no Paraguai pode render uma boa economia, mas o desconto só faz sentido quando você considera também as regras de entrada no Brasil. A dúvida aparece principalmente na volta: o que entra na cota, quando declarar e como pagar o imposto sem transformar a viagem em uma novela?

Para quem retorna por via terrestre, a **cota de isenção é de US$ 500 por pessoa**, respeitadas as condições da Receita Federal. A e-DBV, Declaração Eletrônica de Bens de Viajante, é o instrumento para informar os bens quando a declaração é obrigatória.

Neste guia para planejar suas compras em 2026, você encontra o caminho prático. Antes de viajar, confirme as orientações vigentes nos canais oficiais da Receita: procedimentos operacionais e regras específicas de produtos podem mudar.

1. Como funciona a cota de US$ 500 na volta do Paraguai

A cota terrestre permite trazer bens enquadrados como bagagem acompanhada com isenção até o limite de US$ 500 por viajante. Não basta, porém, olhar apenas o valor: natureza, quantidade e destinação dos produtos também importam.

**A cota é individual e intransferível.** Não é possível somar a franquia de duas pessoas para dividir o valor de um único produto. Viajar acompanhado não transforma uma compra indivisível em duas compras menores para a fiscalização.

A cota não se renova a cada travessia

A isenção é concedida uma vez a cada intervalo de um mês. Portanto, atravessar a fronteira novamente não significa ganhar outra cota imediatamente. Se você já utilizou o benefício nesse intervalo, verifique seu enquadramento antes de comprar.

Também vale separar duas ideias: estar dentro da cota não libera mercadoria proibida, e ultrapassar a cota não torna toda compra automaticamente irregular. Bens admitidos como bagagem podem ser declarados e tributados, conforme as regras aplicáveis.

Para montar o roteiro, consulte as informações sobre a Ponte da Amizade, mas trate o controle aduaneiro como uma etapa própria da viagem.

2. O que entra na cota e o que pode ser uso pessoal

Em geral, compras como eletrônicos, perfumes, acessórios e presentes entram no cálculo da cota, salvo quando houver uma hipótese específica de isenção. **Presente também é compra para fins aduaneiros**: não deixa de contar porque será entregue a outra pessoa.

Bens de uso ou consumo pessoal podem receber tratamento diferente quando forem compatíveis com as circunstâncias da viagem e atenderem aos critérios da Receita. Isso não significa que qualquer produto aberto ou usado por alguns minutos fique automaticamente isento.

Tirar da caixa não resolve

Um celular pode ser considerado bem de uso pessoal em determinadas situações, mas um aparelho adicional comprado no exterior não recebe essa classificação só porque está no bolso. A análise considera o contexto, inclusive os equipamentos que o viajante já levava.

Computadores e tablets, por sua vez, não devem ser presumidos como itens pessoais isentos apenas por terem sido utilizados durante o passeio.

Para equipamentos que você já possuía no Brasil, leve documentação que ajude a demonstrar a origem regular, quando pertinente. E não descarte comprovantes das compras novas: eles ajudam na conferência e na definição do valor tributável.

3. Quando a e-DBV é necessária

A e-DBV deve ser apresentada nas situações em que a legislação exige declaração. Para o turista que faz compras no Paraguai, o caso mais comum é trazer bens sujeitos à tributação acima da cota disponível.

Mas a obrigação não depende exclusivamente dos US$ 500. Existem outras situações, como o transporte de valores em espécie acima do limite legal e de determinados bens sujeitos a controle específico. Consulte as orientações oficiais se sua bagagem fugir das compras comuns de viagem.

Declarar não regulariza qualquer mercadoria

A e-DBV não substitui autorizações sanitárias, agropecuárias ou de outros órgãos. Também não transforma mercadoria destinada à revenda em bagagem de turista.

Antes de fechar a compra, faça uma checagem simples:

  • O produto pode entrar no Brasil nessa modalidade? * A quantidade é compatível com a viagem e com os limites aplicáveis? * Existe exigência de autorização ou fiscalização específica? * O total ultrapassa a cota que posso utilizar?

Se houver dúvida sobre documentação da viagem, veja também o guia de documentos necessários para ir ao Paraguai.

4. Como preencher a e-DBV e apresentar suas compras

O preenchimento deve ser feito no sistema oficial da Receita Federal. Procure o serviço de e-DBV no portal do órgão e confira se está em um ambiente governamental legítimo antes de informar seus dados.

Você pode adiantar o preenchimento, mas a declaração precisa refletir os bens efetivamente transportados. Se a lista de compras mudar, revise as informações antes de apresentar a bagagem.

Passo a passo para organizar a declaração

  • Separe documento de identificação, informações da viagem e comprovantes das compras. * Acesse a e-DBV e selecione a declaração correspondente à entrada no Brasil. * Preencha os dados solicitados e descreva os bens com informações suficientes para identificá-los. * Informe os valores e as moedas conforme os comprovantes e as instruções do sistema. * Revise, transmita a declaração e guarde o recibo de transmissão. * Na chegada, apresente-se à fiscalização no fluxo de bens a declarar, com mercadorias e documentos disponíveis.

**Transmitir a e-DBV não equivale à liberação da bagagem.** A Receita pode conferir os produtos, revisar valores e orientar o recolhimento do tributo.

Na fronteira terrestre, siga a sinalização e as orientações locais para procurar a fiscalização antes de concluir a passagem. Declarar exige essa iniciativa; não significa esperar ser parado.

5. Quanto se paga de imposto ao ultrapassar a cota

No regime de tributação especial da bagagem acompanhada, a alíquota é de **50% sobre o valor que exceder a cota de isenção disponível**, desde que os bens possam ser enquadrados nesse regime.

A lógica é simples: primeiro se identifica o total dos bens tributáveis, depois se desconta a cota aplicável e, sobre o excedente, calcula-se o imposto. Se você não tiver direito à isenção naquela entrada, não deve presumir que poderá descontar os US$ 500.

O pagamento segue as orientações da Receita, normalmente mediante documento de arrecadação emitido no procedimento. Confira os meios aceitos e lembre-se de que a liberação depende do cumprimento das exigências, inclusive da confirmação do recolhimento quando necessário.

Escolher o fluxo de nada a declarar quando havia obrigação de declarar pode gerar multa, além do imposto. Ocultação, documentação falsa e mercadorias irregulares podem trazer consequências adicionais.

Para decidir se a compra compensa, compare os produtos no Achei no Paraguay considerando câmbio, tributos e demais custos da viagem — não apenas o valor da etiqueta.

6. Quantidade, comprovantes e erros que você deve evitar

A cota financeira não elimina os limites quantitativos da bagagem. Diversas unidades iguais, mesmo de baixo valor, podem ultrapassar esses limites ou indicar finalidade comercial. Consulte a tabela vigente da Receita antes de comprar em volume.

Produtos sujeitos a controles específicos, como medicamentos, alimentos e itens de origem animal ou vegetal, merecem consulta prévia aos órgãos responsáveis. Não presuma que a venda permitida no Paraguai garante a entrada no Brasil.

Para reduzir imprevistos:

  • Peça comprovantes com descrição clara dos produtos e valores reais. * Mantenha os documentos acessíveis durante a volta. * Não aceite subfaturamento como suposta solução para a cota. * Não distribua mercadorias artificialmente entre acompanhantes para esconder compras. * Considere imposto, transporte e condições de garantia no orçamento.

Pesquise no diretório de lojas e consulte os canais indicados na página de cada estabelecimento. Para conversar com a Nissei, por exemplo, use os contatos disponíveis na página da Nissei; para a Cellshop, consulte a página da Cellshop.

7. Planeje a compra para economizar de verdade

O melhor roteiro começa antes da fronteira: compare modelos, defina prioridades e mantenha uma lista com os valores das compras que entrarão na cota. Use a busca do Achei no Paraguay para pesquisar opções sem depender apenas da primeira oferta encontrada.

Antes de voltar, confira comprovantes, disponibilidade da cota e necessidade de e-DBV. Para dúvidas recorrentes de planejamento, consulte as perguntas frequentes, sem substituir a orientação oficial da Receita sobre seu caso.

Quer chegar às lojas com sua pesquisa encaminhada? Cadastre-se no Papo PY, a rede social do Achei no Paraguay, para baixar a lista de WhatsApp de todas as lojas e consultar disponibilidade, condições de compra e informações diretamente com os estabelecimentos.

Da pesquisa à comparação

Agora que você já conhece as dicas, pesquise o modelo desejado, compare os preços disponíveis e confira as condições diretamente com cada loja.